Entrevista com Amy Lee na revista Metal Hammer !

Veja, os scans da revista Metal Hammer, que fez uma matéria com Amy Lee.

Renascida

Eles venderam 20 milhões de álbuns mas os titãs do pop metal estão tendo que trabalhar mais duro para se reconectarem às suas raízes após cinco anos longe.

Evanescence. Você será perdoado se tiver esquecido o que exatamente esta palavra significa. Faz cinco anos desde que a banda esteve na ativa, afinal, mas enquanto a definição do dicionário sugere que seja “o processo de esvanecer ou se dissipar”, após vender mais de 20 milhões de álbuns na carreira até agora, as chances dessa banda de ficar de fora dos anais da história são poucas.

A boa notícia para os fãs de Evanescence no mundo todo é que eles estão de volta. Realmente de volta. Nós encontramos com a banda em Nashville, Tennessee onde eles estão gravando o terceiro álbum.

“Nós iremos terminar nas próximas 48 horas” diz a instantaneamente reconhecida Amy Lee, se ajeitando no sofá. “Eu estou com esses aparelhos de som junto comigo por toda parte que eu vou. Eu tenho que ir para a outra sala, ouvir a mizagem, fazer algumas anotações e voltar para o trabalho.”

A banda também está se preparando para fazer o seu primeiro show desde 2007. Mesmo às 15h no Sol de agosto, do lado de fora do esplêndido War Memorial de Nashville, há uns 50 fãs esperando. Com pilares de 100 andares, monumentos de batalha e placas enormes com os nomes de soldados falecidos, esse prédio municipal não é uma arena convencional para o show de uma das bandas de rock de maior vendagem na última década, mas mesmo assim estamos aqui.

Já aparece um mix interessante de pessoas. Têm as garotas adolescentes à procura de Amy Lee e os casais jovens vestindo camisetas do Evanescence. Há famílias inteiras dedicadas à causa mas, curiosamente, há um bom número de caras em seus 20 e poucos anos vestindo o tipo de camisetas que você não assossiaria diretamente aos fãs de uma banda de metal feminino alternativo que já vendeu milhões: Amon Amarth, Periphery, Hatebreed. E não, esse caras não estão com as namoradas deles. Eles estão aqui porque querem.

“Estamos muito confortáveis com o show. Será o nosso show, teremos muitos dos nosso fãs lá” disse o baterista Will Hunt, com o final de seu cabelo loiro tocando sua camiseta vintage da Metal Hammer. E não há nada de estranho com sua escolha de modelito hoje: dado que o Evanescence estava sendo uma questão preocupante antes, ele tocou com Black Label Society, Static-X, Hollywood Undead, Mötley Crüe, Methods Of Mayhem e Staind. Uma lista impressionante, para dizer o mínimo.

“Seria demais se o álbum já tivesse sido lançado e nós pudéssemos tocar mais das músicas novas” diz o guitarrista com dreads e co-compositor Terry Balsamo. “Quero dizer, ainda iremos tocar coisas novas mas nós queremos tocar o álbum inteiro. Já me enchi das coisas antigas.”

Terry também aponta para o fato de que “essa é a primeira vez que um ciclo do Evanescence se fecha e outro começa com a mesma banda.” Enquanto o baixista Tim McCord admite que ele “se sacrificou o tempo todo” e o guitarrista Troy McLawhorn diz que passou um tempo infeliz ao lado do Seether. Terry tocou com sua banda anterior, a Cold, assim como na banda de outros amigos, John Otto e Sam Rivers do Limp Bizkit. Ultimamente, apesar de todas as bandas com quem eles tocaram, eles todos voltaram para casa para criar com argumentos a formação mais estável na história da banda.

Essa estabilidade levou a outros cinco meses de trabalho no álbum auto-intitulado com Nick Raskulinecz. Tendo produzido já Alice In Chains, Rush e Deftones nos últimos anos, ele não é um estranho no mundo dos grandes discos de rock e, julgando pelo single novo What You Want, o novo álbum vai casar bem com o peso do rock alternativo e estilo grunde que os membros da banda disseram ter, com influências de grande sensibilidade pop que Bring Me To Life trouxe ao fronte em 2003. De fato, Amy Lee descreve o som da banda como “Janet Jackson com Nirvana ou algo do tipo… na minha cabeça pelo menos.”

Embora o processo de composição de The Open Door, em 2006, tenha levado a pressão de fazer um sucessor do Fallen, um álbum que vendeu 14 milhões de cópias no mundo todo, também foi encontrada uma nova liberdade após o guitarrista fundados da banda e co-compositor, Ben Moody, ter saído. Isso permitiu à Amy incorporar muito mais das suas próprias influências e experiências que levaram no final a um álbum com o qual ela estava mais feliz.

“Eu escolheria The Open Door para ouvir com muito mais rapidez do que escolheria o Fallen” ela diz. “Ambos são ótimo e tenho orgulho do meu trabalho, mas eu realmente amo The Open Door. Eu o escrevi para mim.”

“Eu sabia que tinha toda a pressão do álbum anterior e eu senti isso, mas o que eu realmente, realmente queria era escrever um álbum que fosse melhor que o que fizemos.” ela explica. “Não vendeu 14 milhões de cópias, porque como você conseguiria fazer isso sem ser Michael Jackson? Mas vendeu 5 milhões e eu fiquei muito feliz.”

No meio de 2007, a senhorira Amy Lee tornou-se oficialmente a senhora Amy Hartzler. Usando uma pausa do meio da turnê para se casar no jardim da casa de seus pais e tirar a lua-de-mel, a sua vida real esteve esprimida no meio de compromissos da banda.

“Na semana em que terminamos a turnê eu simplesmente disse para os caras que queria parar um tempo” ela relembra. “Eu não sabia se era o fim ou se eu queria fazer um novo disco, ou ter filhos. Eu tinha que me redescobrir porque o Evanescence tem sido tudo para mim desde os meus 18 anos e todos toparam.”

A banda entrou em acordo de que, enquanto eles tivessem só uma vaga ideia de quando se reuniriam com Amt novamente, não haveria ressentimentos. Quando o projeto solo dela não saiu tão bem, no entanto, ela sabia que estava precisando da banda de novo.

“Algo estava faltando e me levou um minuto para pensar na ideia de que queria estar com o Evanescence de novo porque estive sempre tão definida por isso, mas essa não é a coisa toda – é só uma pate de mim” ela diz. “Há outros aspectos meus que não são tão sérios e às vezes eu pensava ‘ei, ninguém entende como eu sou!’ Eu tinha que experimentar outras coisas e me expressar de outras formas para me mostrar completamente e foi o que fiz.”

“Agora o que temos que superar é o tempo que passamos fora” disse Amy, acenando com a cabeça. “Estivemos fora por cinco anos e os executivos estão dizendo que ninguém se lembra de nós, e teremos que trabalhar dobrado para nos reconectar. A grande surpresa é que nossos fãs estão mais fortes do que nunca. É como se houvesse uma lacuna em que nós estivemos ausentes e eles puderam nos apreciar mais.”

Após algum tempo afastado, onde Amy acha o que o Evanescence se encaixa no rock de 2011?

“Eu meio que sinto que somos uma banda que nunca se encaixa. Sempre fomos diferentes das coisas que vêm e desaprarecem, e nós de alguma forma conseguimos permanecer” ela ri. “Não foi de propósito. Foi meio que nós sendo quem somos e os fãs adorando isso. Eu sinto que muito da nossa carreira em primeiro lugar tem sucesso pelos fãs de raiz, no nível underground, ligando para as estações de rádio e insistindo que eles toquem a nossa música e enchendo eles. Nós temos fãs incríveis e loucos.”

O show é um sucesso retombante. Esses fãs loucos estão aqui em peso. Eles vieram no calor de Nashville para o lindo War Memorial.

“É considerado meio tosco aí fora ter um show legal – como se você tentasse forçadamente” disse Troy. “Por isso há um monte de bandas que não fazem nada no palco – eles só vão lá e tocam.”

“Mar afora, as artes liberais ainda são parte importante da sociedade” explica Will. “Mas por aqui ser durão é tão profundo quanto os EUA podem ser à vezes.”

A banda andou confiante, surgiu das sombras com Amy Lee vestindo um tutu personalizado. Nem precisa dizer que a plateia foi à loucura. É interessante ver como eles se sentem confortáveis no palco. Terry fica praticamente estático, com sua cabeça balançando ao som dos riffs, em contraste com Troy que se mexe ao redor de sua guitarra, enquanto a figura esguia de Tim adiciona um aspecto dinâmica com o seu baixo. Will com certeza adiciona a habilidade de girar as baquetas em qualquer momento no seu impressionante currículo. Abrir com os riffs àsperos e frisados e What You Want é uma tática inteligente. Os fãs tiveram um mês para se familiarizarem com a nova música e, quando os gritos ensurdecedores param, fica claro que todos cantaram todas as palavras com Amy.

“Não é muito rock n’ roll admitir isso, mas eu estava nervosa antes de entrar” admite Amy com um sorriso após sair do palco e ainda sim parecer imaculada. “Faz dois anos desde que nos apresentamos e vocalmente nossas músicas demandas muito. Quando chegamos ao final e tocamos a última música – uma das nossas novas – eu estava me sentindo maravilhosa pelo show. Eu poderia dizer que os fãs amaram as novas músicas também.”

E é interessante notar quantos fãs da plateia são novos, que descobriram a banda nos últimos anos.

Sem contar What You Want, a banda tocou três músicas novas: a balada épica The Change, a rockeira de cordas Oceans e a caracteristicamente dramática e encerradora do set The Other Side. Tocando quatro músicas totalmente diferentes para impressionar os fãs fieis é uma decisão corajosa, mas nunca houve dúvidas na mente dela. A plateia leva as músicas ao seu coração imediatamente. Há espaço o suficiente lá para dançar e a multidão o faz devidamente.

Com as turnês dos EUA e do Reino Unido agendadas e vendendo bem para o outono de 2011 – mais ou menos quando o terceiro álbum será lançado – o Evanescence realmente parece ter voltado, mas os dis de grandes festas parecem terem side deixados para trás em prol de uma nova parcimônia.

“Na última turnê, nós realmente tocamos muito todas as noites, mas você não pode fazer isso sempre o ano todo” diz Troy. “Todos nós ficamos tempo em casa o suficiente para colocar a cabeça no lugar e perceber que esse não é um bom jeito de viver.”

“É um novo dia e uma nova era” adiciona Will. “Eu quero estar nessa por um longo tempo e o único jeito de fazer isso é estando saudável.”

O Evanescence está pronto para atingir o topo da cena rock internacionalmente mundo mais uma vez e, dessa vez, você simplesmente sente que eles não tem a inteção mesmo de esvanecer.

“Agora o meu único pesar é que não vamos direto para o resto da turnê” ela ri. “Mas nós estamos de volta e isso é muito bom.”

Fonte: EvThreads.com.

Créditos: IEssence !

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