Revista Rock Sounds – ” O Retorno da Rainha ” !

Entrevista feita com Amy Lee à revista Rock Sounds. Na entrevista falam sobre o processo de gravação do novo álbum e o retorno da banda. Leia abaixo:

O Retorno da Rainha

Amy Lee e Evanescence estão de volta – Passaram-se anos desde seu auge mas, como músicas de rock são descobertas, o futuro parece brilhante novamente.

Em 2007, o Evanescence era mais que uma banda – eles eram uma força imparável. Tendo vendido mais de 20 milhões de álbuns ao redor do mundo, sobrevivido à partida de um dos membros fundadores no auge de sua fama (o guitarrista e compositor Ben Moody, que saiu de repente em 2003 no meio de uma turnê em Berlim) e percorrido o mundo várias vezes ao longo de shows lotados, o mundo era deles por assim dizer.

Mas tudo o que a vocalista Amy Lee queria era se esconder. Quando seu guitarrista e baterista saíram no mesmo ano – seguindo a partida do baixista Will Boyd em 2006 – Lee decidiu que bastava. Evanescence, uma das bandas de rock mais bem sucedidas da última década estava oficialmente em um hiato.

“Nós tivemos que lutar pelo nosso retorno”

“Para ser honesta, eu fugi por um tempo.” Amy diz, “Eu amo música e amo essa coisa que criamos, e isso era realmente uma parte enorme da minha vida, mas eu precisava me afastar para lembrar o motivo de eu amar isso em primeiro lugar. No final da turnê eu estava farta disso. Eu só queria ir para casa. E eu não queria me sentir assim em relação a isso…”

Quatro anos depois, e o ânimo de Amy não poderia estar mais diferente. Ela é amigável, tagarela, otimista e cheia de um entusiasmo contagiante e, o mais importante, ela mal pode esperar para voltar à estrada. “Eu estava fazendo uma lista ontem de todos os países que ainda não visitamos,” ela sorri, “então eu posso enviá-los para nossa agência de reservas e fazer deles uma prioridade!” A outra prioridade é se reconectar com a base de fãs que não perderam a oportunidade de deixá-la sabendo o quanto o Evanescence significa para eles.

“Nós somos tão gratos por eles,” ela suspira “No último ano e meio que viemos falando com os fãs sobre o nosso retorno, temos visto mais e mais deles vindo. E a presença deles depois desse intervalo tem sido uma bênção, um presente.”

Os fãs, pelo que parece, têm sido extremamente pacientes. E por uma boa razão, porque o quinteto – composta pelo ex-guitarrista do Cold Terry Balsamo, pelo baixista Tim McCord, guitarrista Troy McLawhorn e o ex-baterista do Black Label Society Will Hunt – estão de volta ao trabalho. Como você sabe até agora, o auto-intitulado terceiro álbum do Evanescence é um desafio, com todo o épico e extenso alcance que fez de Fallen (de 2003) e The Open Door (de 2006) um sucesso tão grande.

“Muito da minha inspiração dessa vez foi me apaixonar de novo pelo Evanescence, e uma parte disso é pensar no fato de que os fãs ainda estarão lá e ouvindo que isso ainda é importante para as outras pessoas da mesma maneira que é para nós”, Amy explica “Há um sentimento positivo de nos reunirmos com cada um [da banda] e com nossos fãs e eu sinto que isso se reflete completamente no registro. “

“Esse sentimento,” ela continua, “é como se fosse a primeira vez para a gente, quando estávamos fazendo música pela primeira vez, desejando conseguir um contrato com uma gravadora, escrevendo o melhor que podíamos e fazendo o possível para conseguirmos com que esse sonho impossível se tornasse realidade. Em The Open Door nós sabíamos que tínhamos permissão para fazer qualquer coisa que queríamos e simplesmente fizemos assim, porque estávamos apenas sucedendo o Fallen. Dessa vez, “ela observa, “passou tanto tempo e tivemos meio que um começo difícil. Então sentimos que tínhamos que lutar um pouco pelo nosso retorno de vez em quando”

A História

Amy conta sobre como o Evanescence voltou a sua existência fazendo seu som soar um pouco como uma superação. Depois de anunciar o hiato em 2007, a exausta vocalista voltou para sua casa em Nova York – um dos únicos lugares do mundo onde ela pode se sentir uma anônima – para seu novo marido.

Ela imediatamente abraçou o que ela chama de “apenas ser humano” – ela cozinhou, decorou seu apartamento, bebeu vinho com os amigos, e finalmente cumprindo um desejo de muito tempo, aprendeu a tocar harpa. Ela também levou algum tempo necessário para apreciar a música do outro lado da “barreira”. “Eu fui e vi a música em vez de ser o indivíduo no palco. Eu tenho que ser a garota no meio do grupo”, diz ela. Mas ao mesmo tempo que estava fazendo o que ela chama de coisas normais, algo extraordinário começou a acontecer, Amy começou a compor música em casa – ‘cambaleando(?)’ ela diz – e num primeiro momento, ela estava apenas escrevendo para si mesma. Experimentando e permitindo a música vinda “a partir de um monte de lugares diferentes”. Às vezes, se ela estava na maré de sorte particular, canções viriam duas de cada vez. “Eu faço isso.” Amy explica de seu processo de composição. “Eu deito na cama com meus fones de ouvido, me caso com a música, no amor com a música. Minha vida é essa demonstração por um tempo. E uma vez que começou a acontecer comigo de novo era uma obsessão. É como uma droga – eu preciso de mais do que sentimento. Assim, a composição tornou-se minha vida diária…

E então aconteceu. “Eu comecei mais e mais a ter esse sentimento”. Amy continua, “como um sentimento nostálgico, faltava a banda e percebi que havia tantas peças do Evanescence que continuavam naquilo [a música que eu estava escrevendo]. É realmente como uma parte de mim, não apenas uma parte que eu estava tocando”.

“Eu sempre lembro”, enfatiza Amy, “que eu nunca vou querer lançar algo ate eu estar completamente maravilhada e orgulhosa, para o ponto em que eu não queira lançar algo que não tenha chances de ser melhor do que qualquer outra coisa que já fizemos”

“Fizemos um grande esforço para que todas as coisas se encaixassem na maneira correta. Eu demorei mais de um ano após o falso início da banda para retornar ao estúdio, porém, isso eventualmente aconteceu finalmente”. Entre março e julho deste ano, Evanescence gravou seu terceiro album em Nashville no Bluebird Studios com Nick Rasckulinecz na cadeira de produção. Nick ja trabalhou com Foo Fighters, Deftones, Alice in Chains e Marlyn Manson, mas a Amy queria trabalhar com ele logo que o conheceu, porque ele tinha uma grande energia. Agora o ‘’Evanescence’’ está completo, Amy acredita que o contratempo que ocorreu no início das gravações foi realmente uma benção.

Através da luta e do pouco de mágoa (coracão partido), tivemos que passar a fazer tudo isso, nós criamos a profundidade que estava faltando em algumas das canções. Eu senti como se eu tivesse batido lá no fundo por um minuto, mas a partir daquele momento eu escrevi algumas das minhas músicas favoritas no álbum – como “Lost in Paradise”. Lembro-me de escrever aquela música e pensar “Eu não sei se eu posso fazer isso ‘e apenas estar, simplesmente sozinha, quebrada e tocando piano, cantando palavras que saíram da minha boca sem nada realmente censurá-las”.

Ela fez uma pequena pausa. “Eu só estava fazendo isso por mim e sozinha, chorando. E eu me lembro de ter pensado. ‘Wow, isso é muito cru”. Letras e músicas são minhas tomadas, são a minha saída – é sempre assim, desse jeito. Mas agora há um pouco de angústia, desafio e dor no album. É definitivamente um pedaço de profundidade”.

Perguntei a Amy o que ela quer as pessoas tirem como licãoo desse album? E, sua resposta é simples, mas profunda.

“Eu só espero que eles sintam o que eu sinto”, ela diz. “Sempre sou realmente profunda nas músicas, elas significam muito para mim pessoalmente (para a minha personalidade). Mas a coisa legal que eu tenho experimentado é que quando você está compartilhando isso e você sai em turnê e você está em algum país realmente longe a um milhão de milhas de distância, onde eles não falam Inglês, e eles estão cantando de volta para você, que isso e importante pra eles tanto quanto e para nós. Você pode ver em seus olhos que sentem o que você sente, que isto esta além da linguagem. Que é tão incrível. “Amy para brevemente e sorri. “E quando eu realmente sinto, ‘Hey – missão cumprida”.

Créditos: Ev Rock BR e EvShadow !

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