Entrevista com Amy Lee para o Rocktopia !

Mais uma entrevista exclusiva com Amy Lee para o Rocktopia. Leia abaixo:

Após o lançamento do álbum ‘The Open Door’, de 2006, o Evanescence parecia entrar em um período de auto-exílio. Depois de um período tão longo de inatividade, durante o qual a fundadora da banda e vocalista Amy Lee se casou, havia dúvidas se outro álbum seria realmente criado. Outubro 2011 viu as primeiras gravações novas do mesmo line-up que terminou turnê do ‘The Open Door’ e este CD auto-intitulado iria ser número 1 em quase todo o mundo. Amy ficou um tempinho fora da atual turnê nos EUA para conceder a Dave Bott um bate-papo falando sobre como o seu tempo foi gasto durante os últimos anos e o making of do novo álbum.

Como têm sido as reações ao álbum até agora?

Têm sido muito boas. Esta é a primeira vez que realmente começamos a turnê antes do álbum ser lançado. Eu estava um pouco nervosa por causa de todos os vídeos do Youtube e tudo mais. Eu queria que as pessoas o ouvissem na sua melhor forma, mas também queríamos começar a turnê. Não havia nenhuma maneira de voltarmos depois de todo esse tempo e tocar apenas músicas antigas, certo? Então nós fomos para a turnê e, infelizmente, o álbum vazou um pouco antes do previsto. A única coisa que era legal sobre isso foi que mesmo uma semana antes do show todos estavam cantando as músicas novas e amando-as. Então, isso é muito bom. Estamos orgulhosos de nosso material antigo, é sempre divertido cantar “Bring Me To Life ‘todas as noites, mas é realmente inspirador e emocionante quando as pessoas estão ficando animadas com quem você é agora, e a música que você fez recentemente. Eu acho que a recepção tem sido incrível, mais do que eu poderia ter esperado. Tem sido muito legal ser capaz de tocar um set incluindo muito material novo e ainda ter todo mundo se divertindo totalmente, não parecendo que gostaria que estivéssemos tocando qualquer outra coisa.

Parece que a banda tem sido o centro das atenções por um bom tempo, então eu só estava me perguntando se esse período longe provou ser revigorante em termos de criatividade? Você estava sempre escrevendo músicas durante esse tempo longe com mais uma gravação em mente?

Não, não mesmo. Nós terminamos a turnê em 2007 e eu tinha acabado de me casar. Tivemos uma conversa no final da turnê e os caras sabiam que eu estava tipo “ei, eu não sei qual é o plano, vamos levar nossas vidas por um tempo”. Eu não tinha certeza se ia fazer outro disco. Tinha sido uma coisa muito abrangente, você sabe? Assim que o trem deixou a estação Evanescence ele nunca deixou de andar. Eu tinha que me afastar por um minuto. Isso foi realmente bom para mim. Por um tempo nós só passamos um tempo em Nova York. Meu marido e eu trabalhamos em nossa casa, eu fui e vi um monte de shows, fui ver um pouco de arte, comer comida, viajei para me divertir. Uma das coisas que me trouxeram de volta à escrita foi meu marido me comprar uma harpa. Eu falei sobre o desejo de aprender um instrumento novo e conversamos sobre a harpa um pouco para o meu aniversário um ano. Ele alugou na verdade. Era como “hey é caro então você tem que me dizer se você não quer isso, então nós podemos devolver!” (risos) Mas acabamos comprando. Eu tive aulas de harpa e começei a gostar de aprender de novo. Eu perdi a educação musical da minha juventude, quando era como ter aulas de piano e no coral. É tão bom para mim fazer parte de algo novo! Eu tinha todos estes tipos de novas inspirações apenas por tocar um instrumento diferente. Então eu aprendi a tocar harpa. Eu não sou incrível com isso, mas há alguma harpa no álbum e fiz algumas das composições com ela. Eu não sei, isso me fez ir. Comecei a escrever aleatoriamente para um novo álbum, mas também houve um período de escrever puramente por diversão, sem um plano, se era para o Evanescence, solo, ou qualquer outra coisa. Eu acho que com o tempo eu comecei a perceber que uma grande parte da minha vida tem sido Evanescence. Parece que é grande parte do caminho para ser eu mesma. Eu acho que eu estive nisso portanto tempo que comecei a me sentir fazendo um personagem. Após ficar longe e depois voltar era completamente natural e eu estava tipo WOW! Isso não é apenas um show, isso é realmente quem eu sou. Eu acho que eu passei um pouco por um período de auto-descoberta.

Algumas das canções mais aceleradas do álbum que eu realmente amo são ‘Erase This’, ‘Oceans’ e ‘Never Go Back’. A mistura é, certamente, para o meu gosto. É ótimo ouvir. As guitarras avançaram muito. Obviamente, as guitarras sempre estiveram lá no passado, mas eu acho que elas são um pouco maior no mix desta vez, não é mesmo?

É isso mesmo, devido a trabalhar com Nick (o produtor Nick Rasculinecz) e Randy Staub, o mixer. São pessoas do rock. Nick é incrível. Ele é um grande fã de rock e definitivamente estava trazendo todos os elementos, que é o que nós queríamos, que é parte da razão pela qual optamos por ele. Nós sabíamos que ele iria empurrar-nos para ser uma banda forte e fazer um disco pesado, fazer algo que seria apenas um tapa no rosto das pessoas. É como se depois de tanto tempo hibernando eu tivesse alguma energia para sair, eu acho que todos nós nos sentimos assim. Queríamos voltar mais fortes do que nunca. Eu acho que a mistura é para cima, os elementos da banda estão definitivamente elevados, sem depender de um monte de produção. Há ainda uma abundância beleza épica do Evanescence lá, a orquestra e programação estranha e teclados e outras coisas acontecendo. Eu acho que o coração do álbum é verdadeiramente a banda, isso é algo que eu queria e acho que foi muito bem realizado.

‘My Heart Is Broken’ é o próximo single. Foi uma escolha banda ou a gravadora se envolve na escolha dos singles que serão lançados?

Sim, eles estão envolvidos. Nós sempre conversamos sobre isso juntos, você sabe e tentamos descobrir o que é melhor. É meio difícil de escolher singles especialmente neste disco. “What You Want” foi fácil, todos nós concordamos com isso. Nós sempre pensamos ‘My Heart Is Broken’seria um single também, não sabíamos quando. O vídeo será lançado em breve. É muito legal e estamos realmente empolgados com o vídeo. Agora estamos começando a falar sobre um terceiro single e está ficando um pouco complicado porque há literalmente 7 músicas diferentes que a banda vê como singles. É difícil ter de escolher as músicas para as pessoas que não possuem o álbum e, possivelmente, apenas as músicas que querem ouvir. É a nossa chance de trazer pessoas e levá-los a ouvir o disco todo. É difícil porque muitas vezes quando você está escolhendo singles a coisa realmente importante que a gravadora vai olhar é o que será um sucesso, o que é mais comercial ou o que vai ser, você sabe, fácil para as pessoas de engolir. Obviamente, nossa música é um pouco diferente. Eu acho que ‘My Heart Is Broken’ é definitivamente um que todos nós queríamos, ele tem os ganchos, com certeza. É uma boa representação de nós, um pouco mais de uma faixa Evanescence clássico do que ‘What You Want’. Eu acho que ‘What You Want’ era perfeito para o primeiro single, pois, estava mostrando algumas das coisas diferentes que estão nesse álbum, tipo mostrar o novo “nós”. ‘My Heart Is Broken’ é mais uma faixa clássica e bela do Evanescence e, em seguida, a próxima coisa, eu não sei, eu acho que nós iremos para algo mais pesado.

A edição especial do CD tem 4 faixas bônus. Eu acho que sua qualidade é tão elevada como os da versão padrão. Além das 16 músicas que fizeram o corte final existem outras que sobraram?

Sim, totalmente. Aquelas são tudo o que nós gravamos. Temos muito mais escrito e demos gravadas. Algumas delas são apenas ideias inacabadas. Acho que a maioria delas estão inacabadas. Nós escrevemos por tanto tempo que eu acho que é realmente importante colocar um tempo e encontrar o caminho. Nós ficamsos apenas com as que eram apenas as melhores músicas, porque há outras canções que ninguém ouviu ainda que eu acho que são muito, muito grandes. Ficamos com as canções que fizeram o melhor disco se isso faz sentido. Elass são todas muito fortes e boas juntas. Existem algumas outras canções que estão em um lugar diferente ou apenas não terminamos. É incrível porque temos um grande avanço para o que a próxima coisa será. Foi tão difícil, mesmo para escolher as 16 músicas. Tivemos 20 músicas que realmente queria fazer, que é parte da razão pela qual tivemos a verswão deluxe. Eu estava tipo OK, podemos fazer isso, mas temos que ter uma versão deluxe e colocar todas essas outras músicas lá. Em seguida, escolher quais seriam as 12 foi mortífero, foi realmente muito difícil.

Não serão mais 5 anos antes do próximo álbum, né?

Eu realmente não acho. Eu nunca quero dizer com certeza. Eu não sei o que estamos fazendo ainda. Estou realmente focada no que estamos fazendo agora e na turnê. Eu não vejo a necessidade de fugir novamente de qualquer forma.

Créditos: IEssence !

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