Entrevista exclusiva com Amy Lee para o site Vampire Freaks !

No início desse mês a Amy concedeu uma entrevista ao Vampire Freaks, onde respondeu a diversas perguntas dos fãs enviadas ao site. Leia na íntegra abaixo.

Quantas bandas você pode listar que não só conquistaram legiões de fãs, mas também não se esqueceram de mostrar o seu amor e apreço por cada um de seus adoradores? Bem, a que você deve estar colocando no topo da lista é Evanescence. Seu nível de sucesso é tão raro nesta indústria que a única coisa para fazer frente a isso é o fato de que eles mantêm os pés no chão e como são verdadeiramente gratos. Em meio a lançar um álbum no ano passado e embarcar em uma turnê ao longo do ano, Amy Lee teve tempo para responder algumas das suas perguntas. Assim, sem mais discursos, espero reapresentar a vocês à única Amy Lee:

Rafi: Então vamos começar com a questão vencedora. Com seu talento e criatividade, se você ilustrasse um livro infantil, o que seria mais ou menos, e qual seria o título?

Amy Lee: Isso é engraçado! Eu me pergunto se eles me ouviram falar sobre isso antes. Minha irmã é uma ótima escritora e temos conversado sobre como fazer isso. Nós não começamos nada ainda, mas temos brincado com ideia. Não seria totalmente para crianças, ele teria um apelo adulto também. Sou uma grande fã de ‘The Melancholy Death of Oyster Boy & Other Stories”, do Tim Burton e um outro que eu sempre amei foi “Stinky Cheese Man and Fairly Stupid Tales” (Jon Scieszka e Smith Lane). Então eu acho que seria muito parecido com isso, uma coleção de histórias curtas escritas por ela e ilustradas por mim. Então, isso vai realmente acontecer, eu só não sei o título ainda. (nós dois rindo)

Rafi: Outra pergunta que eu achei ótima foi: “Dadas as controvérsias que artistas como Marilyn Manson e outras bandas de metal passaram, sendo bodes expiatórios para as ações dos outros, se você visse a sua banda em meio a uma daquelas situações o que você faria? O que você acha sobre a caça às bruxas a estas bandas?”

Amy Lee: Essa é uma pergunta interessante. Eu acho que é muito importante para todos nós ter um lugar onde podemos dizer o que realmente pensamos. Música, especialmente o rock, há muito tempo tem sido um lugar para isso, é uma saída. O tempo todo esperam que sejamos comportados (nós dois rindo); andar na linha, esperar a nossa vez, e lidar com as frustrações da vida cotidiana. Então você precisa de algo para expressar seus sentimentos, gritar “foda-se” (nós dois rindo) e extravasar. Eu não acho que a culpa é da música quando alguém vai à loucura e faz coisas ruins. Essas tragédias teriam acontecido sem a música, na minha opinião. Se você deixar esse escape da música longe das pessoas, isso os obriga a engolir toda a negatividade, o que eu acredito que é pior.

Rafi: Outro fã perguntou: “Dado o seu sucesso ao longo dos anos, como isso te mudou? Você se vê de maneira diferente agora?”

Amy Lee: Essa é uma pergunta difícil. Seria interessante se eu tivesse uma imagem de mim mesma, caso eu tivesse tomado um caminho completamente diferente. Eu gostaria de pensar que permaneci a mesma pessoa após tudo isso. Eu sempre achei que você tem que manter os pés no chão. Eu sempre procuro ter ao meu redor pessoas honestas, mesmo se o que elas têm para dizer é que tem uma meleca no meu nariz (Ambos rindo). Eu diria que apesar de ser uma melhor artista, eu tento manter a mesma personalidade. Hoje em dia eu definitivamente tenho mais coragem. Posso me apresentar na frente de 50.000 pessoas sem ficar nervosa. Sou muito grata por todos os lugares que esta banda e nossos fãs incríveis tem me levado.

Rafi: Você mencionou que costumava ser mais nervosa. Há alguma coisa que você aprendeu que a ajudou a superar isso?

Amy Lee: Honestamente, a melhor maneira é cair e bagunçar as coisas. Quando você se levanta tudo não passa de uma experiência de aprendizado. É a vida. Eu aprendi a ter confiança a partir os meus erros mais do que qualquer outra coisa.

Rafi: Falando de experiências em shows ao vivo, qual foi a melhor para você?

Amy Lee: Há tantas, mas a que realmente se destacou foi quando, recentemente, tocamos no concerto do Prêmio Nobel da Paz. Foi muito diferente, especial, um evento black-tie. Nós estávamos tocando para as pessoas que receberam o prêmio e arriscaram suas vidas para fazer deste um mundo melhor, quero dizer, quem somos nós? (Ambos rindo) Nós somos apenas uma banda que toca e fala sobre música, em como isso é importante (Ambos rindo). Foi muito especial para nós, e eu não sei, senti durante a performance que algo assumiu o controle como se fosse mágica.

Há um outro show, eu acho que foi na nossa primeira turnê em Atenas, e o local era como uma cratera, com formações rochosas que o rodeiam. Estava lotado e todo mundo estava segurando não isqueiros, mas bastões luminosos. Eu estava prestes a cantar “My Immortal” e a multidão cantava tão alto que eu não conseguia nem me ouvir, foi incrível! O brilho dos bastões fez parecer que um céu estrelado de pessoas cantava pra mim, senti que a apresentação era pra mim.

Rafi: Muitos fãs expressam como a música de vocês mudou ou mesmo salvou suas vidas, o que isso te faz sentir? Você sente alguma pressão por ser um modelo?

Amy Lee: É um pouco estranho se eu olhar para trás na minha vida  e ver como eu me sentia com relação aos artistas, como Nirvana. Eu me lembro de estar com 13 anos e ouvir ‘In Utero’ repetidas vezes. Durante um tempo eu me sentia muito sozinha e a música ajudou a dar palavras para as emoções que eu estava sentindo e não tinha voz suficiente. Quando as pessoas me dizem isso tudo o que eu consigo pensar é “wow como é fantástico ser capaz de passar isso.” É o sentimento mais surreal e me prova que estamos fazendo alguma coisa certa.

Rafi: Uma fã chegou tão longe que disse que depois que sua mãe faleceu ela costumava ouvir a música “Missing” e ficava pensando sobre o significado por trás da canção e se ela estava entendendo certo, é sobre sentir falta de que alguém que foi perdido?

Amy Lee: Tanto ela tem razão que eu diria que você sempre entende certo. Quando se trata de música e arte sempre se trata da forma como cada indivíduo interpreta. Algumas de nossas músicas são auto-reflexivas, mas algumas delas são também histórias. Para mim essa música era sobre fuga, mas é poesia então tire dela o que puder.

Rafi: Ok, então vamos partir para perguntas menos pessoais. Algumas pessoas querem saber se você tem alguma tatuagem e se não tem, você consideraria fazer a logo do Evanescence ou o “E”?

Amy Lee: (rindo) Eu não tenho nenhuma tatuagem. Eu não acho que eu vou fazer. Tenho 30 anos agora, então se eu não fiz até agora duvido que isso vá acontecer. Amo tatuagens, a maioria das pessoas que eu conheço tem. Na verdade acho que pode ser esse o problema. Todo mundo que conheço tem, então a minha forma de mostrar rebeldia é não ter uma. (Ambos rindo)

Rafi: Qual é a coisa mais estranha que já aconteceu em turnê?

Amy Lee: Wow essa é realmente muito difícil. Tantas coisas acontecem na estrada. Uma vez, um fã nos enviou uma mecha de cabelo que estava trançado, enrolado e dentro de uma caixa de anel. Estávamos no carro e abrindo tudo muito rápido, e aquilo acabou pulando pra fora da caixa e eu pensei que era um animal. Então eu gritei e joguei a caixa, enquanto o carro ficou louco por toda a estrada. (Ambos rindo)

Rafi: E algumas histórias loucas no estúdio?

Amy Lee: Para o último álbum ficamos em estúdio por mais ou menos um mês, no qual cada dia iríamos entrar lá e gravar até que eu não pudesse cantar mais. Um dia eu estava sentada lá com o Nick Raskulinecz e todos nós estávamos tentando nos preparar para o dia. Eu simplesmente não estava sentindo “a coisa” naquele dia. Nick olhou para mim, suspirou e disse: “você quer dizer foda-se e ir jogar boliche?” (Ambos rindo) e eu respondi: “na verdade, sim.” Então acabamos saindo e indo pro boliche. Mas isso não foi suficiente, tivemos que pegar as coisas para um churrasco no estacionamento do estúdio no caminho de volta.

Rafi: Para finalizar, o que você gostaria de dizer a todos seus fãs que leem esta entrevista?

Amy Lee: Obrigada por serem os melhores fãs do mundo. Eu realmente acho que nós temos isso. Eu me sinto tão abençoada por ter tantas pessoas que não só me apoiam, mas eu sinto, realmente me entendem. Eu acho que é surpreendente depois de tanto tempo que muitos ainda venham para os shows e até mesmo esperam acabar só para pegar um autógrafo e nos conhecer. Ficamos muito honrados com isso. Nós ficaremos na estrada durante todo o ano e mal podemos esperar para ver todos vocês!

Créditos: IEssence !

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s