RockNVivo – Amy Lee: “Evanescence segue sendo meu sonho cumprido” !

O site RockNVivo fez uma entrevista exclusiva com a Amy Lee onde ela comenta sobre sua passagem pelo Brasil e sobre o fanatismo que os fãs tem sobre a banda, leia abaixo:

A banda americana Evanescence voltará a se apresentar em 23 de outubro na Movistar Arena e sua líder – Amy Lee – conversou com RockNVivo sobre o último álbum lançado e sobre o bom momento que o grupo vive.

De sua casa em Nova Iorque, a cantora confessa estar descansando.  Depois de quase um ano de turnê com a banda, sua líder e vocalista toma um tempo para passar em casa antes de começar a segunda parte da turnê que os trarão à América do Sul. “Estou desfrutando de meu espaço como não o fiz nesse ano”,  assegura a cantora de 30 anos.

E não é para menos, já que perto de anunciar a meados de 2009 que a banda “de rock gótico” gravaria seu terceiro álbum, tanto Amy quanto Terry Balsamo, Tim McCord, Will Hunt e Troy McLawhorn não têm parado. O que veio mais tarde foi o trabalho de cmposição no estúdio, algumas apresentações ao vivo e apenas dois anos depois, o lançamento oficial do disco Evanescence (2011).

 “Sinto que este disco foi como voltar ao básico”, confessou  Amy Lee, quem destacou ainda a participação de seus companheiros na criação do CD que inclui quatorze faixas, das que já se conhecem os singles “What You Want” e “My Heart Is Broken”. E completou: “Nos fez muito sentido nos convencermos que somos uma banda e que estamos vivendo em um momento muito bom”.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

-Durante alguns anos a banda viveu momentos difíceis, especialmente pela troca de integrantes. Qual o sentimento que vocês têm como grupo atualemente?

Já se passaram vários anos desde as últimas trocas de integrantes, mas as pessoas gostam de recordar disso porque gostam de drama hahaha. É como nosso drama familiar, mas para ser honesta, é o que menos nos importa agora.

Eu amo a música e por isso estou aqui. Creio que estamos em um momento muito especial e postitivo para todos nós. Foi um processo demorado que nos tomou muito trabalho e de onde tivemos que colocar até nossa última gota, mas definitivamente superamos isso.

Agora estamos em turnê, conhecendo fãs de todo o mundo e tam sido fantástico. Não sei como explicar, mas é genial sentir essa conexão com pessoas que vão ao show te ver. E é algo louco, porque quando se escreve uma cançãoe se inicia uma banda, você faz pensando em você mesmo – neste caso em mim, minhas experiências, minha vida – mas sabemos que muitas pessoas sentem nossa música como algo seu, algo que lhes pertencem e aí nasce uma conexão incrível. Isso é o que nos importa, o que nos foi deixado com essa nova turnê. E depois de termos passado por todos os obstáculos, voltamos a nos reerguer, porque gostamos de sentir todos esses sentimentos positivos que nos rodeam.

– Em uma entrevista você disse que o nome de seu último disco, Evanescence, foi escolhido porque se tratava exatamente disso: sobre a banda. Continua pensando assim?

Sim. Buscamos um nome para o disco por muito tempo e não nos decidíamos. Mas me dei conta, ao revisar mais uma vez as canções – porque quando as escrevi foram como uma corrente da conciência, só deixava saírem e depois via como resultava tudo – que não se tratava somente das minhas relações e sim em todo o Evanescence.

Evanescence é como uma grande entropia, é a maior coisa que já fiz em minha vida, não é por nada que dediquei à banda 15 anos… É como uma relação, é como se uma parte de mim odeia isso, mas há outra que a ama. Tem coisas difíceis, que te consomem muito tempo e das que ainda sente medo, mas há outras que são verdadeiros sonhos cumpridos. Este segue sendo meu sonho cumprido. Ainda digo, uau, estou cantando em uma banda!

– Como foi a construção do disco Evanescence?

Sinto que este disco foi de certa maneiracomo voltar ao básico. Foi contruido pelos cinco membros da banda, todos participamos nele e é a primeira vez que isso ocorre. Normalmente a colaboração é só com alguns membros da banda, mas esta vez foi diferente. Nos fez muito sentido nos convencermos que somos uma banda e que estamos vivendo em um momento muito bom

– Como se sentiram ao voltarem a gravar no estúdio depois de cinco anos?

Foi genial e esta vez fizemos com um produtor diferente. Nos dois discos anteriores trabalhamos com Pete Matthews e eu adoro-o, e conversamos sobre voltarmos a trabalhar juntos, mas eu disse a ele que queria desafiar a mim mesmo, sair um pouco da zona de conforto.

Com Nick Raskulinecz, o produtor deste disco, nos conectamos imediatamente, ele tem grandes ideias e realmente pude ver que nos empurrava para o lado que queria que fizéssemos. Foi como estar no colégio, nos treinou como grupo e nos fez melhorarmos como equipe e estamos muito agradecidos por isso. No último ano melhoramos muito e foi uma grande experiência.

– Outro assunto é que voltaram a uma grande turnê mundial, que já leva um ano. Como vocês estão se sentindo?

É bem louco estar em turnê. Honestamente, as pessoas não imaginam o que isso significa… viajar da maneira que fazemos te consome o corpo e a mente. De alguma maneira, estar em turnê te desafia a fazer coisas incríveis, como estar em um país e no dia seguinte em outro e em todos esses lugares com shows completamente esgotados. Foi uma loucura e a verdade é que me adoeci um pouco.

As pessoas não pensam no que pode te machucar ou fazer algum dano que pode te fazer cancelar, mas não podemos fazer isso, porque as pessoas estão esperando por você por anos e querem desfrutar de seu show. Não posso lhes dizer: ok, cancelarei o show; mas também não posso me apresentar com uma voz rouca e não cantar bem. Então que tem sido bastante difícil enfrentar tudo isso novamente.

Mas por outro lado tem sido realmente belo e gratificante subirmos num cenário e ver que há milhares de fãs loucos, disfrutando o grande momento de suas vidas e é aí que você se pergunta, “como cheguei aqui?”

– Chile também faz parte de sua turnê mundial e no dia 23 de outubro se apresentarão no país pela segunda vez. Vocês têm alguma recordação do show que fizeram em 2007 em frente de dez mil pessoas?

Sempre dizemos que lembramos do público do Chile, porque quando chegamos ao aeroporto havia um monte de gente esperando por nós, que corriam e gritavam por todos os lados. Foi um pouco impactante ver essa resposta, mas foi maravilhoso e também muito divertido. Isso é o que gostamos de ver nos lugares em que vamos. Queremos sentir que as pessoas querem nos escutar, essa é a ideia.

Sinto que me inspira muito o sentimento da audiência sulamericana, especialmente a chilena, a argentina e a brasileira, porque te faz recordar que nem tudo acontece na América do Norte e que realmente podemos ir a qualquer lugar do mundo, em qualquer momento, porque nesses países as pessoas se preocupam realmente por você. É obvio, é uma ocasião especial em que pode ver seus cantores favoritos, mas para nós  também é algo muito especial.

– Você acredita que o que viveram volte a se repetir nesse show?

O mais importante é que estamos muito emocionados de poder voltar ao Chile, realmente estamos, porque em 2007 nos sentimos como uma verdadeira realeza ao ver tanta gente. Nos sentíamos como os Beatles com tantos fãs! E agora, não sei, talvez não estejam todos os que estiveram antes, mas esperamos que estejam, desfrutem de nossa música e que possamos fazê-los felizes por um momento.

Créditos: Iessence!

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