Show do Evanescence no Paraguai !

A tempestade anunciada não chegou mas um vento forte soprou a noite toda no Jockey Club, em Assunção, onde milhares de pessoas se reuniram para ver pela primeira vez no Paraguai uma das bandas mais populares do mundo nos últimos dez anos.

Bandeiras do Paraguai e de países vizinhos como Argentina e Brasil agitavam no meio da multidão enquanto no palco e nos telões dava para ver e ouvir o grupo de rock paraguaio Gaia e também a banda local Flou que fizeram o público pular e cantar.

A cada minuto de silêncio entre as músicas dos paraguaios, a expectativa e emoção cresceram entre os milhares de fãs, muitos dos quais cresceram ouvindo a Amy Lee e sua banda, que agora iriam ver ao vivo. (…)
Embora o número de pessoas não tenha sido o esperado, os organizadores estimam que cerca de 8 mil pessoas estiveram presentes e isso não fez diferença na hora de fazer barulho quando as luzes do palco se apagaram e o público simplesmente explodiu.

Terry Balsamo e Troy McLawhorn (guitarra), Tim McCord (baixo), Will Hunt (bateria) e, finalmente, a própria Amy Lee (vocal), subiram ao palco e sem uma palavra começou com What You Want, um de seus sucessos mais recentes. Com uma saia caracterizada com as bandeiras dos países visitados e com a bandeira paraguaia e brasileira nos braços, ela correu de um lado para o outro no palco enquanto mostrava sua voz prodigiosa.

Com Going Under a bela cantora ganhou a exaltação de seus fãs e permitiu ao público apreciar ainda melhor a enorme potência de sua voz, subindo e descendo o tom sem nenhuma dificuldade, além de colocar o público apaixonado cantando bem alto.
“Olá Assunção”, disse ela em espanhol, o que provocou um estrondo novamente, acrescentando em inglês “É uma honra estar aqui com vocês essa noite”. Ela continuou o show com The Other Side, um som mais pesado que os anteriores, com riffs fortes que fizeram contraste com momentos de delicadeza auditiva. Esse contraste seguiu presente em Weight of the Word, liderado fortemente pela entonação de Amy Lee. “Vocês são maravilhosos, esperamos muitos anos para estar aqui com vocês” dizia.

Amy foi para o teclado quando soou Made of Stone, que os caras abriram por conta antes mesmo de ela começar a música. Um efeito de luz cercava o nome da banda dando um ar de magia ao agradecer em espanhol.
Logo após o piano da Amy foi colocado no centro do palco, como se o instrumento fosse uma estrela a mais. O show deu uma guinada de 180º da força das 5 primeiras músicas para a mais emocional Lithium, grande parte apenas com a Amy acompanhada de seu piano, antes que os caras se juntassem à música. O público cantou apaixonadamente e em outra balada Lost in Paradise a Amy foi novamente a sós com o público, cantando com paixão visível até que o restante da banda fez um retorno impressionante que transformou a música em um hino autêntico de rock.

As coisas ficaram mais aceleradas com My Heart is Broken, uma música com um som bastante peculiar, com um ritmo de piano quase festivo e alguns riffs que provavelmente influenciados pelo piano, soavam estranhamente pesado e leve ao mesmo tempo, e também mudou para Whisper, com um acompanhamento de fumaça no palco.
“Estão se divertindo?” perguntou Amy, enquanto o vento fazia as bandeiras dos braços e saia balançarem e logo apresentou a próxima música, If You Don’t Mind, composta há muito tempo, mas como ela disse na coletiva de imprensa, “a música não tinha espaço na discografia da banda”, então eles resolveram adotá-la em apresentações ao vivo e se tornou a favorita.

O baixo, não tão protagonista da noite, teve seu momento brilhante com The Change, outra favorita da banda que ganhou uma série de aplausos. Seguindo outro dos grandes, Call me When You’re Sober que mais uma vez causou gritos histéricos, e mãos para cima.
Novamente a dualidade desempenhou um papel importante em Imaginary, com riffs elaborados que passaram a sessões de teclado e vice versa. A segunda verdadeira explosão da noite chegaria com Bring me To Life, a voz masculina que originalmente fazia par com a Amy não está mais presente mas não fez falta porque o público estava lá para acompanhar pulando, gritando e deixando a alma.

A banda deixou o palco após essa canção, mas voltou no minuto seguinte para “mais um?” “mais três?”A primeira, Disappear, com solos de guitarra incríveis, que foram escassos essa noite, foi como uma injeção de ânimo, um autêntico “balança cabeça” que deu espaço à comovente balada Swimming Home.
Mas como cada história , como sempre, tem o seu fim e esse foi o momento mais forte da noite. A mais emocional My Immortal, apresentada tão por Amy como muito especial, aconteceu a princípio com ela sozinha ao piano e depois acompanhada por guitarras, baixo e bateria. “Cantem comigo!”, pediu. A voz da Amy Lee que parecia um pouco prejudicada na última música – era mais evidente quando ela falava que não estava bem da garganta – pareceu ressurgir, permitindo a ela cantar perfeitamente, hipnotizando o público, como ela fez durante toda a noite.

“Obrigada Assunção! Amamos vocês! Obrigada por essa noite!” foi o grito de despedida que encerrou o primeiro dia do Assunção Rock Festival de uma maneira especial: a voz da Amy Lee, do som mais puro do Evanescence, acendendo mais uma noite de rock imortal.

Eram 22:56 quando a banda deixou o palco.

Fonte: abccolor

Setlist
What You Want
Going Under / Conversando com o público 
The Other Side  
Weight of The Word
Made of Stone
Lithium
Lost in Paradise
My Heart is Broken
Whisper
If You Don’t Mind
The Change
Call me When You’re Sober
Imaginary
Bring me To Life
Bis
Disappear
Swimming Home
My Immortal

Créditos: IEssence!

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