AltSounds – Entrevista exclusiva com Amy Lee!

Veja abaixo uma entrevista exclusiva com Amy Lee para o site AltSounds:

“…Eu acho que de várias maneiras, por ser uma mulher, eu tenho usado isso ao meu favor…”

Recentemente nomeados para o MTV EMA na categoria “Melhor Performance em Turnê”, a banda vencedora de Grammys Evanescence já vendeu mais de 23 milhões de discos ao redor do mundo e, com o seu último single subindo para mais de 8,5 milhões de visualizações no YouTube, é fácil ver que esse quinteto arrasador que resume o sucesso do rock, apesar de ser uma banda diferente em seu gênero, ainda é muito falado por seus milhares de fãs ao redor do mundo.
Tendo gasto o verão fazendo shows esgotados para os fãs na Europa, Evanescence também está escalado para tocar no Reino Unido, que vai marcar sua primeira visita desde o sucesso de seu álbum auto-intitulado nº 1 na Billboard, Evanescence, lançado em Novembro de 2011.
Renomado por seu puro e orquestral arranjo rock, bem como pelo lindo e sombrio vocal de sua líder, eles realmente são merecedores do respeito pela indústria como um todo.

A AltSounds teve a oportunidade de falar com a sempre linda e igualmente cativante cantora, Amy Lee…

Na entrevista, Amy responde a perguntas já conhecidas dos fãs, como:

– Algumas de suas grandes influências musicais: Bjork, Tori Amos e Mozart;
– O filme Amadeus a ter inspirado a entrar no mundo da música;
– Em como adora todo tipo de arte, comida e pintura;
– O papel das mulheres numa indústria do rock dominada por homens e quão importante é ser sempre você;
– Fica feliz em poder ajudar os fãs a entender e compreender seus sentimentos através de sua música;
– No que fizeram durante o tempo parados e na falta de planos para o futuro;
– As complicações de se estar em turnê e no prazer em conhecer novos lugares.

Destacamos, aqui, as partes mais interessantes da entrevista:

AltSounds: Você se tornou uma grande influência na indústria do rock; como você vê a indústria em 2012 em termos de coragem e poder femininos? Você acha que ainda é muito difícil para mulheres avançarem? Ou você acha que tem se tornado fácil? Os homens terão sempre o monopólio no rock?

Amy: Eu falava sobre isso agora com a Lizzy do Halestorm. É interessante. Digo, é definitivamente uma indústria dominada por homens – todos sabem disso -, não é tanto por por culpa de ninguém mas é algo que começamos a esperar porque tem sido a maioria por muito tempo. Eu acredito que, de várias maneiras, ser uma mulher, eu usei isso ao meu favor, você sabe, porque nos faz únicas e eu não tento não ser feminina, eu não tento provar que eu sou durona.

AltSounds: No Fallen, você escreveu Going UnderBring Me To LifeEverybody’s Fool… esses singles parecem ter origem em uma mente fria/machucada/dark de traição, e ultimamente em transmitir à renovação. Você parece muito mais aberta com seu emocional e extremamente conectada ao sofrimento humano no amor e tudo que vem com isso. Eu amo a frase “don’t try to fix me, I’m not broken” (música ‘Hello’, álbum ‘Fallen’), é lida como se fosse um diário… Como você evoluiu como banda e pessoalmente desde aquele primeiro álbum?

Amy: Hmm, essa é uma boa pergunta. Muito! Nos dois. Digo, a banda evoluiu tremendamente desde então, e o som como banda mesmo. Eu, pessoalmente… ainda mais. Eu nem mesmo sei por onde começar; você simplesmente cresce muito entre os 15 e 30 anos (risadas). É, parte disso, hum, pra mim realmente é um diário quando estou escrevendo, não importa pelo que eu esteja passando,   não importa quão grande seja o segredo, não importa o que seja, eu não consigo mentir enquanto escrevo música. Vem tudo do meu coração.

As coisas que saem para fora, na maior parte do tempo, quer eu queira ou não, se precisa sair, simplesmente saem. E a música é o único lugar que eu vou ser brutalmente honesta comigo mesma.

AltSounds: Eu estava ouvindo seu terceiro álbum esta manhã, o Evanescence, e eu creio que definitivamente havia uma narrativa alí. Como “isso é o que eu estou passando, mas isto é como eu vou superar isso…”

Amy: Eu sempre espero que as pessoas possam ver – e eu me pergunto se elas veem – que eu estou procurando por um lugar melhor. Apesar de na maior parte do tempo você estar falando de experiências que são bem sombrias, nunca é sem esperar por uma mudança.

Você sabe, é sempre procurando por felicidade. E é por isso que eu odeio quando as pessoas nos rotulam de gótico. Eu não fico sentada por aí afundando em infelicidade, nem um pouco – eu só estou processando esses problemas para que eu possa ficar melhor.

AltSounds: Nós vimos um timbre levemente diferente em você no The Open Door três anos depois. Era meio que mais gótico e bem mais sombrio e tinha claramente mais força por trás das suas letras. Mesmo seus arranjos musicais eram mais fortes e, digamos, enérgicos. Isso foi um progresso natural, soar sensato?

Amy: Desde a turnê do Fallen eu tenho visto muita coisa. É difícil explicar.Eu tive tantas experiências que foram, tipo, grandes primeiras experiências de vida no período entre o lançamento do Fallen e o lançamento do The Open Door. E você sabe, lançar oFallen e acabar aquela primeira turnê, todo o meu mundo mudou de várias maneiras e eu tinha muito o que escrever. Então há novas cenas. E eu vejo, em todos os nossos álbuns, ainda há muito sobre ‘aqui está o problema e eu preciso superá-lo’. Mas isso foi um novo conjunto de obstáculos e havia muita liberdade lá porque eu realmente havia passado por e sobrevivido e superado vários problemas e eu estava “evoluindo” da escrita do Fallen. Então você sabe, foi como “aqui está a nova carga!”.

Fonte: AltSounds!

Créditos: IEssence!

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